A DOUTRINA ESPÍRITA


- O Marco Inicial do Espiritismo data de 18 de abril de 1857, com o

lançamento do Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, que foi o

codificador do Espiritismo.


- É impossível conhecer o Espiritismo sem ler primeiro as obras

básicas, que depois do Livro dos Espíritos, pela seqüência são O

Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Céu e o

Inferno e a Gênese.


- O Espiritismo prega a existência de Deus e os princípios escritos no Evangelho.

- Para a Doutrina Espírita Jesus é o modelo que nossos passos devem seguir.

- O Espiritismo não crê na Bíblia como Livro Sagrado, mas como uma

obra que deve ser analisada sob o crivo da razão, sem todavia, querer

desprezá-la, pois na mesma há muitos ensinamentos sábios, bonitos,

coisas aproveitáveis, aliás, o Evangelho encontra-se nela.

- Muita gente acha que o Espiritismo é condenado pela Bíblia, mas

não é. No tempo em que a Bíblia foi escrita não existia o

Espiritismo, que somente surgiu na França em 18 de abril de 1857.

Na verdade, as pessoas confundem Espiritismo com mediunidade,

que não é a mesma coisa, vez que o fenômeno mediúnico sempre

existiu em todas as épocas da humanidade, independentemente de

crença religiosa.

A mediunidade é que foi proibida por Moisés, porque era mal

utilizada, vez que as pessoas praticavam-na em troca de dinheiro,

para obter favores do além e para querer levar vantagem sobre o

próximo, inclusive na tentativa de prejudicá-lo.

- Doutrina religiosa, sem dogmas propriamente ditos, sem liturgia,

sem símbolos, sem sacerdócio organizado, ao contrário de quase

todas as demais religiões, o Espiritismo não adota em suas reuniões

e em suas práticas:

a) paramentos, ou quaisquer vestes especiais;

b) vinho ou qualquer bebida alcoólica;

c) incenso, mirra, fumo, ou substâncias outras que produzam fumaça;

d) altares, imagens, andores, velas e quaisquer objetos materiais,

como auxiliares de atração do público;

e) hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas, só os admitindo,

na língua do país, exclusivamente em reuniões festivas realizadas

pela infância e pela juventude e em sessões ditas de efeitos físicos;

f) danças, procissões e atos análogos;

g) atender a interesses materiais terra-a-terra, rasteiros ou mundanos;

h) pagamento por toda e qualquer graça conseguida para o próximo;

i) talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários

ou quaisquer objetos e coisas semelhantes;

j) administração de sacramentos, concessão de indulgências,

distribuição de títulos nobiliárquicos;

k) confeccionar horóscopos, exercer a cartomancia, a quiromancia, a

astromancia e outras “mancias”;

l) rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o

público;

m) termos exóticos ou heteróclitos para a designação de seres e

coisas;

n) fazer promessas e despachos, riscar cruzes e pontos, praticar,

enfim, a longa série de atos materiais oriundos das velhas e

primitivas concepções religiosas.

( Aurélio A. Valente; Sessões práticas e doutrinárias do Espiritismo

- FEB, 5ª Edição - p. 205)

- O Espiritismo não condena nenhuma prática ou crença religiosa, pois

cada um tem o direito, o livre-arbítrio de escolher aquilo que crê

melhor para si.

- Os princípios fundamentais da Doutrina Espírita são os seguintes:

a) Deus;

b) Imortalidade da Alma;

c) Reencarnação;

d) Pluralidade dos mundos habitados;

e) Comunicabilidade dos espíritos;

f) Lei de causa e efeito.

g) Ensinamentos morais de Jesus.





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